No pequeno povoado Estiva, mulheres colocaram em prática técnica antiga que passa de geração para geração

A técnica de produzir a Renda Irlandesa, surgiu na Itália, ficou popular nos conventos e chegou ao Brasil no começo do século XX. Sendo produzida a mais de anos, essa técnica tem ajudado mulheres a ter uma primeira ou uma segunda fonte de renda, na cooperativa que funciona a quase dez anos, cerca de doze mulheres se revezam entre a paixão e o prazer de praticar essa arte.

Pensando no desenvolvimento da comunidade, um curso foi ofertado pela extinta empresa de cimento Nassau, depois do seu fechamento elas acabaram ficando desmotivadas, porém com o tempo elas foram descobertas, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com a ajuda da Assistência Social, a cooperativa está a todo vapor. Dona Gilsa Maria, está na cooperativa desde sua criação e hoje em dia já tem muita prática no que faz. “Eu não acho nada difícil não, já estou a dez anos fazendo, ai já tenho bastante prática”, brinca ela quando questionada sobre a dificuldade de se fazer a renda irlandesa.

Ivanilde Santos é a vice presidente da cooperativa e responsável pelos desenhos desenvolvidos, que viram a renda depois, “Às vezes vem as ideias de repente, às vezes as gente ver uma coisinha, aí mistura com outra e no fim sai um desenho maravilhoso”. além dos desenhos ela também confecciona as peças e ressalta o prazer que é ver alguém usando o que é feito por elas. “É uma sensação de muito prazer, ver alguém usando aquilo que a gente faz”.

Três vezes por semana, as doze mulheres se encontram para fazerem a renda, conversa sobre as dificuldades encontradas, uma ajuda a outra, e juntas fazer uma coisa que vai além do financeiro, ajudando elas a distrair a mente, fazer algo diferente e traz o prazer de fazer cada peça única. Em 2008, a renda irlandesa virou patrimônio cultural do Brasil. o que trás ainda mais amor no que é feito.

A técnica é difícil e demorada de ser feita, por isso o alto valor nas peças, para ter noção de valores, elas estão sempre em contato com outras cooperativas de outros municípios, e vão fazer um curso de empreendedorismo para se atualizarem nas questões de venda e quais valores elas podem cobrar.

“Começamos todas juntas, nós reunimos aqui toda tarde na luta, nós vendemos em outros lugares, fazemos eventos, feiras de artesanato. Eu amo fazer renda irlandesa, não é atoa que estou a dez anos fazendo. Ressalta Alenalda Santos que é presidente da cooperativa.

 

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