Desde o início da semana, Nossa Senhora do Socorro vive um momento histórico, o que fará com que os registros oficiais também deem espaços às construções das memórias dos socorrenses. Tudo isso se deve à chegada e ao início da vacinação contra o vírus que diariamente vem matando milhares de pessoas em todo o mundo.

Nesta sexta-feira, 22, a Prefeitura de Socorro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Vigilância Epidemiológica, deu prosseguimento ao cronograma de vacinação contra a Covid-19 no município, imunizando parte dos profissionais da UPA Jairo Joaquim dos Santos, localizada no conjunto Jardim, que estão em contato direto com os pacientes.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Taciana Albuquerque, nesta primeira fase serão vacinados os profissionais que atuam na linha de frente e idosos institucionalizados. “Nós sabemos da expectativa da população em ser imunizada, mas estamos dando prioridade ao público-alvo, conforme especificado pelo Ministério da Saúde. Infelizmente, nesta primeira remessa, não será possível vacinar todos os profissionais da área da saúde, estamos aguardando a chegada de novas doses”, explicou.

Por ser a única unidade municipal a atuar com serviços de urgência, o diretor administrativo da UPA, João Paulo, comemorou a imunização de profissionais. “A unidade da UPA trabalha com serviço de urgência que, por sinal, foi e ainda é o braço direito do município no combate ao coronavírus. Nada mais importante do que reconhecer o trabalho duro e a valentia desses profissionais. Infelizmente não foi possível vacinar todos os profissionais por conta da quantidade de vacinas que foram enviadas para o município nesse primeiro lote”, declarou.

Quem participou e aprovou a vacinação foi o presidente do Instituto Humaniza, órgão responsável pela administração da UPA, Vitor Gomes. “Estou visitando aqui a UPA e por minha surpresa cheguei no momento em que os profissionais estavam sendo vacinados. É muito importante que a linha de frente esteja protegida, até porque os casos estão aumentando, então é fundamental que os nossos profissionais sejam imunizados e estejam seguros para que possamos enfrentar a pandemia”, disse.

Foi em decorrência de complicações causadas pela covid-19 que a enfermeira Nayrane Kissiele, de 23 anos, perdeu a bisavó. “Sem dúvidas é muito importante esse momento para mim, até porque perdi um ente familiar pela covid-19. Estava bastante ansiosa para esse momento”, revelou.

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